segunda-feira, 30 de abril de 2012

sábado, 28 de abril de 2012

FLOR DE MARACUJÁ


Parece esquisito alguem com um apelido  como esse ...Sem sentido até...!Mas alguma semelhança
nessas coisas é mesmo rara...apelidos sempre fazem sentido só para os que o compartilham... 
Tanto que um era Nêne; outra :-Nenê. Nada mais nada menos que um acento circunflexo para diferencia-los...Lindos para os pais sempre o foram, afinal quem nega a um pai ou a uma mãe que seus filhos são...lindos?! Se em algum momento na história alguem perguntasse como é alguem que trabalha muito? Imediatamente lembraria de seus pais....Mãos calejadas sim, horas intermináveis fazendo coisas de todo tipo de função, trabalhavam muito. Mas eram muito carinhosos e cada um ao seu modo surpreendia aos filhos com um chamado carinhoso pelos apelidos quando reinava a Paz!Em todo lugar é assim- quando o "Tempo fecha", algo sai errado, a gente é chamado pelo nome mesmo.Quando não aos berros... Sinal de a coisa ficou preta...Nosso espaço tinha mil metros quadrados desde que a casa, pequena ocupava bem pouco, todo o resto era de arvores de frutas e canteiros de flores de todos os tipos e folhagens de toda ordem...Algumas árvores foram plantadas havia mais de dez anos existindo ainda plátanos bem antigos que precederam a ida de nossos pais pra lá. Bananeiras , lindas mas que nunca deram bananas! Jabuticabeiras? Duas , que nem apanhando em São João deram frutas jamais, eram só adorno no jardim...As oliveiras tambem...Salvavam-se outras- como a pereira de pera d'agua, simplesmente deliciosa...ninguem tinha tão boa como a lá de casa apesar de todo mundo na quadra, ter a mesma àrea de terra e plantadas todo tipo de frutas, que a à suas épocas eram trocadas entre vizinhos cruas, quando não, em forma cristalizada ou em doces para passarem no pão...Macieiras , pessegueiros- eram doze pés; ameixeiras da amarela tambem conhecida por néspera, figueiras , laranjeiras, mimoseiras , o pé de caquis, estranhamente tinha ano que vinha chocolate, ano que vinha amarra...nunca entendi direito isso.No quintal da vizinha , Dona Ana, mãe de 4 filhos, de origem ucraina, os caquiseiros eram de chocolate, coração de boi, e mais umas qualidades que nem sei - a gente as vezes tirava o dia depois da aula para tomar conta de algumas frutas dessas tantas que caiam pelo chão e onde a gente podia mexer pois arrancar dos pés assim no mais nem pensar...No seu Fritz, o alemão, eram lindas as pereiras de pera dura, com um cipoal de maracujás amarelinhos e roxinhos...que serviam para gente se balançar ainda mais....Na Dona Ida a judia ,um coqueiro rente a cerca , na rua - tentação perpétua de quem ia e vinha prá escola e aquele cheiro doce de um cacho ou dois dessa frutinha amarelinha doce como o quê, obrigava a esticar a mão para laçar alguma  para roer antes de chegar em casa...Muitas vezes se contou essas histórias e o mais curioso sempre foi o fato de se ter várias etnias por vizinhança coisa incomum ... em outros lugares...A quadra da frente foi ocupada da metade em diante sendo-o por familia de japoneses que se repartiam em tres casas enormes, com muitas crianças...Todo o quintal deles eram plantados de alfaces, cebolas, cenouras, beterrabas que eram vendidas em mercearias lindas na cidade; no meio do patio existia uma enorme construção de madeira onde ficavam no escuro maturando-se bananas  vindas do litoral do estado eu acho....pois ali , no bairro fazia 19 graus em média, imprópria para bananeiras...se desenvolverem...O cheiro das bananas era forte... sendo mais um aroma em meio aos outros das frutas de que nos fartávamos nos anos de 50 e 60... Na outra matade de terra da quadra dos japoneses existiam tres grandes arvores de castanha portuguesa, daquelas que se cozinha no natal...A vizinha da esquina , outra alemã, tinha o pé mais bonito de carvalho, soberano no seu jardim...Todo mundo se dedicava a plantar e cultivar alguma flor ou várias...uns no entanto gostavam mais de rosas, outros de adálias, nossa mãe tinha ainda orquídeas penduradas nos pessegueiros, alguns vasos muito especiais onde viviam cactus que davam uma flor chamada flor de bispo por sua cor ser da cor da roupa do bispo- alás a flor mais linda que já vi- sendo páreo para ela a outra da mesma planta só que de cor amarela...elas floresciam acho que uma ou duas vezes por ano e feneciam logo...um perfume suave ezalava delas na bruma da manhã - algo incrível para se sentir e viver...uma saúde só!Para o coração, para o corpo, através dos olhos e do olfato, simpels assim... e impossivel de imaginar que as pessoas hoje em dia tenham nisso de comum um componente indispensável para viver melhor ou bem....pelo menos....Flores sem perfume, calçadas de cimento, por aí vai...um novo desenho na vida ...Mesmo que lá em casa não desse frutas  o maracujazeiro, era cultivado só por que nosso pai adorava a sua flor... sedo para ele um lindo apelido para dar para a sua filha....

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Pensar mais que nada - é um espaço onde contamos e pensamos nossas histórias e outras tambem, sempre procurando encontrar um modo de pensar mais  melhor a nossa vida....visite-nos- fatimamohamedabrao-noia.blogspot.com.brAddThis - Share Button, Social Bookmark, Sharing Plugins and Analytics

sexta-feira, 27 de abril de 2012

"_Diga lá pro meu amor que eu não quero me casar"...



Retrato a óleo-Fatima Mohamed Abrão.


é ... acho que pensando bem ela era tão pequena que nem poderia mesmo ver o estranho do que passava ....
uma pequena de 9 anos indo encontrar seu pai em uma pensão na cidade não era certo nem comum...antes passava no café do Legab, patríicio de seu pai que lhe confirmava se ele poderia estar ou não em " casa"- o que significava que estaria a sua espera...para conversarem alguma coisa ou coisa nenhuma, simplesmente tomar café com ele, escolher entre cochinha de galinha, kibe ou um pastel e uma chocomilk ou uma wimi, e talvez ganhar um dinheirinho para qualquer lanchinho ou para a passagem do onibus...Lá encima, o prédio era antigo tinha uma grande galeria de quartos em "U" e na parte da frente era um bilhar .Subia as escadas e logo a direita , o primeiro quarto era o
dele. Batia devagarinho ele gritava-" hei! !" Já vai"!E abria a porta  com uma mantilha enrolada na cabeça - vinha lá de dentro- cheiro de sono ... o quarto escuro , pequeno, tinha sempre uma mesa onde ficava um prato com chancliche  amassadinho com oleo de oliva, um pacotinho de azeitona preta temperada da graúda, pão sírio de que ele gostava muito.O chá preto da india, de latinha de qualidade, era mais perfumado e se houvesse ainda uma maçã era de tudo isso combinado - o ar da " casa" de seu pai...Iaa esquecendo do cheiro de querozene, do fogareiro , onde quando queria fazia sua fritada de ovos com folhas de cebola verde, ou uma espetacular carne com molho perfumada de tomates de verdade e cebolas, tambem....para se comer com pão e tomando guaraná da antartica.O que se conversava? Alguma fofoca sobre os irmãos que eram homens mas não ligavam prá ele.Não o visitavam pois moravam em outros lugares distantes e ele não tinha mais ninguem...só a ex esposa e a filha , essa que o visitava uma vez por semana....Nenhum parente... todos fora do país...Tinha dois primos que vieram na mesma época, migraram como ele...um ficou no Rio de Janeiro outro na mesma cidade;...um grande parceiro esse primo. Homens bem apessoados, elegantes, de usarem terno e gravata como era o costume para os homens á época...e ainda chapéu...Alegres, de humor vivo, pareciam saber levar a vida dura do melhor modo...possível...Com seus conterrâneos mais abastados, ou com os recem chegados mais vulneráveis, tinham a mesma gentileza, alegria no trato, otimismo, grande energia de trabalho, pareciam incansáveis...Mas , essa solidão em que vivia, era proposital, para que a sociedade não comentasse que deixara a familia pra ficar " no bem bom"...Então , um quartinho de pensão , significava- sacrifícios diante de todos, embora ganhasse bem em seu trabalho com serviços hidráulicos, guardava centavo por centavo...ninguem sabia para que...De vez em quando ia jogar com  os amigos... mas não era chegado em perder dinheiro...Era muito religioso, e repeitado porisso, rezava 5 vezes por dia como um bom fiel...e levava aparentemente uma vida comum, relativamente sóbria...participando da sociedade de seus patricios, da sua mesquita nos dias de orações... e era isso...sua lúgubre vida , de voltar ao fim do dia para aquela pensão...As vezes, sua filha ficava muito consternada e pedia que a deixasse varrer, arrumar um pouco ; se ele não tinha que sair para algum serviço , logo, permitia e no silencio que se instalava, se compreendia...uma triste cobrança, que ele já verbalizara...":- porque não fala com sua mãe - pede prá ela me perdoar e me aceitar de volta na nossa casa minha filha?" E ela lá no fundo sabe, se sentia um pouco mãe da mãe, e mãe do pai... pois ficava entre os dois a quem amava , procurando entender e superar junto com eles o drama do desentendimento que parecia não ser um único, mas uma soma de momentos de terríveis contrariedades, na verdade incompreensíveis para ela , tão pequena... uma espécie de bode espiatório das confusões...uma vez que os guris , um com 12 anos a mais, e o outro com 8 anos mais velho, não tinham coragem de se meter em nada ... achavam que o "velho "  era mesmo muito brabo, nervoso, e não era possível, conviver com ele na paz...e que o melhor era ele ficar longe mesmo, para que todos ficassem calmos...Essa menina fazia o papel de valente apaziguadora, que distribuia amor e carinho para todos, com geitosa forma de contornar os impasses mais difíceis...tinha lá seu orgulho por cada um deles, os amava como eram... não temia seu pai, o amava, mesmo.E ele sabia. sentia o amor puro e carinhoso dessa pequena  e retribuia ...com honestidade...Havia um entendimento superior a tudo, e se respeitavam entre eles com devoção e alegria, muitas vezes o espírito crítico os fazia encarar a vida -cada qual de sua altura- com realismo e ir em frente aceitando a situação que lhes parecia afinal ser a vontade de Deus. Essa rotina de visitas eram de puro carinho pois seu pai vinha poucas vezes a sua casa para não desagradar sua mãe...Muitas vezes ele ia lá dar uma volta quando sabia que ela não estaria e levava num cartucho alguma fruta- duas maçãs, uma maçã e um apera...para sua filha - deixava escrito em letra tremida, de forma ..."para minha filha", encima da tampa do poço que ficava no quintal...O coração apertava quando via o pacotinho lá e pensava-"... meu pai esteve aqui e eu não o pude ver"...As vezes ela se perguntava se algum dia iriam ser felizes de verdade?Ser uma familia, era impossível...Como as outras ali do bairro? Não mais...Um profundo desencanto destilava-se diariamente do coração de sua mãe, que sentia -se uma pessoa sózinha no mundo tambem , só com sua filha, trabalhando duramente para sustentarem-se, pois não havia nenhuma contribuição de parte de seu pai para a subsistencia das duas...Era sua estratégia para que ela pedisse que ele voltasse para ...o lar!Ameaças no ar, sempre houveram... de todo tipo vingativo - ele deixava recados aqui e ali, bem desconfortáveis, um certo terrorismo insuportável, toneladas...muito pesadas para se carregar indo e vindo pra escola, sorrindo...e ainda sendo das melhores notas todos os anos...como diziam todos- irmãos e mãe- "- não fazendo mais que sua obrigação"...afinal todos da familia enfrentavam a situação desse casamento desfeito depois de 17 anos, com um certo alivio mas não menos atrapalhados pra dizer o mínimo...Tantas familias passam para outras formas de convivencia ao logo de suas histórias...não quer dizer que fossem os únicos. Mas na familia de sua mãe, isso era indamissivel...e todos se retiraram deixando só, completamente só.Uma familia sem o cabeça, nos anos 6o , ainda era uma familia desonrrada. Sem crédito na sociedade.Uma mulher jamais seria capaz de se erguer com dignidade, de um casamento desfeito...Como oficialmente ele não se envolvera com ninguem, pairava como vigia atento  da moralidade da familia... mesmo a distancia...Os tempos mudaram. Nos últimos cinquenta anos,  o divorcio para essas situações veio dar solução, e embora se lamentem os casais que se separam no primeiro mes de casamento , hoje em dia ela achava que seu pai e sua mãe foram um sucesso de convívio...devido a características de riqueza artística em ambos, os momentos bons eram de dança, cantoria, alegria mesmo ... astúcia para não deixar-se enganar um ao outro, carinho com os filhos- enorme, vida modesta e saudável, mesa farta de tudo que era essencial...mesmo que não fosse o mesmo essencial de uma familia mais abonada...Uma das tristes lembranças que a ela lhe ficou - foi a de sempre que ouvir o canto do bentevi lembrar dele cantando batendo palmas, bem ruidoso- "-dahila, burque tra triste? Vo canta bra vuce, a musica do bentevi- Bentevi, bentevi, não me venha encomodar , diga lá pro meu amor, que eu não quero me casar..." e  agente rolava de rir , pois essa cena era muito engraçada...

































quarta-feira, 25 de abril de 2012

Há Luz que Ajuda A ver mais claro?










Noite de luar lá  no quintal de  casa, eu e minha vizinha saimos  a fotografar...com nossos celulares...Quem diria... telefones que fotografam, cabos de fios que "importam fotos para o computador"...computador que permite publicar coisas -"online"!Estamos
no ano de 2012, não sei de nada sobre o que os maias previram ou não , ainda não tive tempo de me inteirar do problema; mas achei aí uns trechos de elocubrações peripatéticas do ano de 1985, julho , talvez dia 5;nem em sonho- eu imaginaria estar como agora- com uma participação no poder global de comunicação, por apenas 30 dinheiros!...Se alguem está lendo, não sei, são outros trezentos!...Se o que se escreve vale a pena ler, também nem sei!
Será que se aproveita alguma coisa da luz da lua... numa foto ali?
Imagens e palavras... num desconcerto; pois ver mais claro- não sei  se depende só de luz...
pode ajudar, talvez ...Mas pelos caminhos de nossas buscas , farejamos pelo perfume dos incensos, das flores, de opinião de amigos, professores, mestres confirmados nas suas dores, horizontes onde aportar....Ou de onde voltar a partir...apenas por ali, passar... 


1985-julho,5-
"Para que a meta de todos os seres seja alcançada-
Que eu me torne, para todos os seres , aquele que alivia a dor!
Que eu seja para todos os enfermos o remédio, o médico e o enfermeiro,até que a doença desapareça!
Que eu possa saciar, com abundancia de alimento e bebida , o suplício da fome e da sede, e em períodos de fome e sede, tornar-me eu mesmo alimento e bebida!
Que eu seja, para os pobres, um tesouro inesgotável!
Todas as minhas encarnações vindouras, todos os meus bens, todo o meu mérito, passado , presente e futuro a tudo isso renuncio com indiferença, para que a meta de todos os seres seja alcançada.
Que eu seja protetor dos desamparados, o guia dos que trilham o  caminho, e para os que desejem a Outra Margem, seja eu a barca, o solo, a ponte!
Que eu seja a lanterna dos que não tem luz!"
(texto de propósitos rosacruciano)




...E vivemos as doutrinações cotidianas de filosofias, ideologias que parecem querer nos conduzir a aceitação de nossa posição cósmica;
a nossa concientização em relação aos recursos de que dispomos no planeta para continuar vivendo nele até quando o descontrole ecológico atinge níveis críticos- em a várias partes da  terra de modo simultâneo e desencadeado, até mesmo por ocasião dessas notícias - não nos abalamos senão mais que- por alguns segundos, do que é possível receber de transmissão dos alertas pela televisão.
Uma luz intensa, um sol que ilumina a mente humana por um simples aparelho doméstico. A televisão mostra os desastres da falta ou da conciencia egoísta do homem , que teima 
incessantemente em defender apenas o seu bem estar independendo de se a maioria humana padece e continuará padecendo pela quase inexistência de condições para se desenvolver?


A  gente que se vê em processo de desenvolvimento consciente do que está se passando, acha maravilhoso.


(...)-..."o leito dos que não tem onde deitar-se , o servo dos que não tem escravos, a pedra milagrosa, a planta que cura, a arvore dos desejos, a fonte da inspiração".


São tantas as doutrinas filosóficas -

algumas  que evoluíram do desenvolvimento dos humanos dedicados à reflexão religiosa - se voce procurar vai encontrar avanços na reflexão dos religiosos em relação a seu papel na construção do mundo de tal sorte que apontam a necessidade de seus adeptos aderirem sinceramente a ideia da possibilidade da igualdade entre os homens.Como via concreta, palpável: apontam as práticas políticas evoluídas, como formas de se chegar às práticas sociais mais justas na sociedade nova.
A ideologia do novo.
O que significam aos nossos ouvidos os apelos que se vê de uma República Brasileira Nova?
Ou do comercial que diz  o que "-pinta de novo, pinta na Globo?"
Algumas que evoluiram do desenvolvimento dos humanos - dedicados a reflexão econômica,  sociológica, da psicologia, da geografia, da astronomia, da física, da química, da biologia, da história....  
Cada qual na sua senda, provando teses e buscando provocar reflexão desencadeada, simultânea  de nossa posição cósmica...
A compreensão de que somos seres bem dotados que podemos assimilar seres extraterrestres, vida em outros planetas-
A possibilidade de que essas tendências convergentes estejam sendo reforçadas milenarmente por interferência dos seres que tem como missão reportar-nos ao nosso eixo de felicidade, de igualdade, enfim!
Todas as mensagens cotidianas que recebemos vem de transmissores muito desenvolvidos que conhecem todos os mecanismos para que  determinada ideia seja de algum modo refletida por cada vez maior numero de telespectadores, leitores;
- e aos que são analfabetos, não veem televisão , a forma da religião atinge plenamente. 
-O número dos que se declaram nas estatísticas como não adeptos a nenhuma religião estão de qualquer forma expostos a alguma forma -canal , facho , de transmissão da reflexão sobre a nossa realidade humana convergente...
- se é da divergência que surge a síntese,há que se crer  que propagá-la veio sendo excelente estratégia não sei de quem - mas reputo uma absurda                                                              correria em torno de si, uma total perda de tempo. Mas , da síntese o que se deduz? A convergência, absoluta, radical, fanática para a vida na terra, no céu!
Todos os rodeios que se processam  são na verdade os grandes temas dos debates que as pessoas mais ilustradas, intelectualizadas travam nos organismos públicos , nos bares de moda, nos teatros, na literatura corrente.
A convergência pode ser uma aproximação da transformação da convertencia propriamente dita desses humanos em outros- educados, diriam uns, mais sadios , diriam outros, mais capazes, mais , mais, ...
Convertência cheira a mágica, mágica cheira a superpoderes, superpoderes lembram sobrehumano, sobrehumano pode querer dizer :
extraterreno-
super- ser
ou 
infer-ser...?Aí talvez esteja a questão da convergência- cósmica:-
o velho  dilema do bem e do mal, deixa de ser uma simples ironia - para transformar-se em concreta realidade- se mal traduzida pela limitação dos conceitos, isso é outro problema.
Da linguística?
O transporte das imagens teria algum papel como por exemplo, substituir as palavras, organizá-las para transmití-las, veiculá-las de doutrinas, de visões de mundo e dos mundos.
Se as palavras são limitadas não quer dizer que não tenham aumentado...
Tem aumentado ou diminuído o número de palavras utilizadas para a transmissão do pensamento? Que importa? É um instrumento apropriável, apropriante?
No sentido de nos perguntarmos se a posse de palavras que cada qual tem - não é determinante do que é possível que cada um pense e em assim sendo, haja para tais ou quais direções?
Seria o imperativo do conceito.
A discussão de se ele se gera nas relações do homem em sociedade - é então no seio dela que são criadas e recriadas as condições de transformação- dos conceitos?
Eles tem sido invadidos  por demonstrações externas  do estágio global apenas humano e é então por isso que são tão diversificados os canais?
Na sua diversidade diria residir uma espécie de partidarismos- facções em luta-
e a luta seria a de classes?
Resumida às vezes ao capital, outras ao poder e mais inquietantemente ao poder atômico?

terça-feira, 24 de abril de 2012

o que voce vai ser quando crescer?


Fatima M.Abrão na sala de pré escola
1961 .
 
Que voce quer ser quando crescer?
Quem poderá saber logo aos primeiros seis anos de vida, ainda na pré escola, o que o futuro lhe reserva...Queria ser cantora, atriz, professora, médica, freira, e sei lá que tantas coisas mais...
Passados esses 57 anos, parece que não se fez nada... que a vida andou e que tudo ficou meio parecido com o que se queria, mas não se realizou totalmente... ficou faltando coisa pelo caminho... coisas de fazer, de pensar, de estudar, coisas, coisas, que não acabam mais...se fosse voltar no tempo teria que trabalhar, trabalhar muito, mas muito mais !
 Nem que se queira é possível crer que esse tempo é o único que tenhamos pois sentimos profundamente em nós tantas e tantas possibilidades que concluímos poder voltar a elas outro dia...quem sabe?
Escolher , optar, por uma ou duas, das todas vontades de ser isso ou ser aquilo que vibra em nosso coração desde pequenos, e não nos larga a vida inteira, é um suplício... queremos ser sempre mais do que somos, como se desse tempo prá isso...
Sempre entendi que planejar era usar as variáveis que fossem entrar na ação para  combinadas facilitarem a realização ...assim simples...combina daqui, arruma ali, e vai fazendo as coisas acontecerem.
Dia após dia, ano após ano, todos os planos vão sendo concretizados...um a um... na vida de todo mundo.
 Há coisas que não se sabe porque- fojem dos planos, não são previstas , se afirmam meio "ligadas no automático", vindas já: meio de cor, inteiras, sem terem nos ocupado conscientemente nenhum minuto, vão se revelando e sendo eficientes intervenções no mundo , na história de todo dia ou as vezes em grandes  e surpreendentes configurações...na arte, ou em tantas outras areas isso parece acontecer em toda parte, mais ou menos...
Pode se que o tempo não seja um sinal tão determinante para se concluir que nossa vida tem mais de plano, que de acaso(?!)
A  que mais então,  se atribuir um desenvolvimento que precisa de pulsar e não ocorreria fora da gente?
E se der no espaço - mesmo que no nosso interno, terá certamente um ritmo, e em consequência um tempo...
A programação de máquinas nos nossos dias tão acelerada, feita pelas nossas mentes mais rápidas, postas a serviço de todos os demais, vem trazer um enigma de alcance de eficácia no tempo, que não sendo comum a todos , pode no entanto vir a facilitar generosamente para quase todos- um adiantamento - uma aceleração de tempo, em que um percurso socialmente necessário fica percorrido e socializa-se aí a conclusão sem precisar que se planeje tudo de novo...todo recomeço já vai saindo do caminho andado...com novas e inesperadas ferramentas... fica ainda mais difícil decidir o que ser quando crescer... Ou será que tava tudo previsto?

SERÁ QUE SÃO JORGE EMPRESTOU O DRAGÃO?





             Pintura a óleo com base em santinho popular-
    (fase de desenvolvimento)por  Fatima Mohamed Abrão.
              acervo familia Bissigo-2009.Estancia Velha-RS.

SERÁ QUE SÃO JORGE EMPRESTOU O DRAGÃO?


SÃO JORGE da Capadócia ,
dizem... e há tanta controvérsia 
que acho que quanto mais  há- mais se aprofunda a devoção explícita de parte significativa 
do povo brasileiro por ele.


Anos atrás , a filha de uma amiga fazia seu último ano de psicologia e havia deixado uma pendencia a lhe tirar o sono  - por uma intolerância de uma professora estava arriscada a reprovação não se formando junto com as demais colegas..
Desesperador imaginar  pagar mais algum tempo desse já caríssimo curso...fracassar era demais...assim no final...?!
Sua avó preocupada , deu-lhe uma imagem de São Jorge e disse -
 :-..."pede a ele, minha filha , que ele amoleça o coração dessa professora ajudando voces a se formarem"...
Ela pensou, pensou e combinou com as colegas que se conseguissem as notas para a aprovação- a música da formatura seria a do Ben Johr- o tempo todo, e todas teriam nas mãos por debaixo das togas- uma imagem do santo...até o fim da solenidade...!
Promessa e tudo nos conformes cumprido como o combinado com São Jorge, ele tambem cumpriu sua missão...
Formaram-se todas no maior embalo... !
À minha ignorância causou espanto - que psicólogos precisassem estar recorrendo a uma figura santa 
para resolver uma questão que ao diálogo
não foi possível...entre seres inteligentes...
Mania de querer explicação para tudo mas, confesso que não entendi!


Fiz uma cópia do santinho que tinha em casa em uma folha de vergê verde musgo linda, em pastel seco e presenteei pela formatura essa garota que vi lutar muito pelo que queria... ser psicóloga...


Quando ela e seu namorado vieram buscar o seu presente fiquei sem saber como explicar que não deu para pintar o dragão... não coube  no papel...!
Ela esboçando um suave desapontamento disse -:"Ah , mas será que sem dragão é são Jorge?Ai, acho que não hein?! Afinal , ele luta contra os dragões que ameaçam a gente na vida ...!" Simbolicamente ...é isso"..., completou ela.

Puxa e agora?
O cavalheiro ,seu namorado  que observava tudo em silencio atônito disse -
que não- achava que não precisava ter o dragão desenhado- pois no fundo , no fundo - os dragões estavam dentro da gente...dentro das pessoas...! Mas ora veja, estava ultrapassado o impasse duplamente por um cavalheiro-  um era o próprio santo sem dúvida, e o outro o namorado da moça!
Graças a Deus...fui salva na hora agá...



DALI PRÁ ADIANTE, SEMPRE QUE POSSÌVEL, TODOS OS ANOS PINTO, DESENHO, de ALGUM MODO RELEMBRO 

O QUERIDO SANTO GUERREIRO, 
E PRESENTEIO ALGUEM...
MAS DECIDIDAMENTE SEM O DRAGÃO... 
A QUEM PERGUNTA RESPONDO QUE ACHO QUE SÃO JORGE EMPRESTOU-O AO DJAVAN! 


(Vá saber...?!)


SÃO JORGE-


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vingança da Mona Lisa...


Torre Eifel, Louvre, Museu de Arte Contemporânea- Georges Pompideau, Museu Grevin- Forum des
Ales, Casa de Victor Hugo...Catedral de Notre Dame, A avenida Champs Elisee ...Gare de Lion, Gare de Saint Lazare, Livraria Gallimard, uma cerveja( Mort Subite) - para uma comemoração de 40 anos em Paris... 
Nos planos estava:- andar e andar...mas nem que alguem me explicasse o quanto isso queria significar eu entenderia- só mesmo andando e sentido tudo se desatarrachar...para compreender o que era conhecer a cidade a´pé- andando por ela...!
Na Champs Elisee, caminhava um pé na frente do outro para saborear   a façanha... de ir até o Arco do Triunfo passo a passo olhando sem nem piscar para as vitrines cinematográficas - feitas com planos de luz e sombra de primeira qualidade - economicas: pouco muito pouco de coisas( que por aqui se costuma atrolhar nas vitrines de nossas lojas tão estranhamente organizadas...)eleição de cores suaves, sempre o padrão neutro do preto e do branco, alguma coisa de primárias... mas ênfase aos tons pastéis...Olhá-las é uma espécie de meditação eu acho...numa daquelas - a harmonia existe e é paupável...!Como nos filmes, acho que não dá prá desmanchar as pilhas perfeitas de malha de cashmere na prateleira...tudo parece ter sido arrumado sempre...como se nunca ninguem tirasse nada do lugar...como um cenário em que os marketeiros da cidade escolheram e implantaram a performance ideal pra todos seguirem e para serem o sucesso que são...

Ir a alguns museus, fazer estudos e conseguir olhar nas livrarias as últimas publicações sobre arte e filosofia....só isso! Foi o plano posto em prática...Como deixar de andar num metrô para chegar ao Louvre sem ver quase nada da cidade!? Melhor ir...andando! Estava nas Galerias Lafayete - melhor perguntar pois meu mapa já tinha me enganado antes...faltava rua nele, e eu acabava achando que estava vendo coisas - lia na placa-"Rue Saint Germain" e ela não existia no mapa...!
-"...messier sirvuplê, je ne parlê tre biem france, cudiou plize anderstendim me in inglish?", era a frase que tinha decorado para tentar ganhar a atenção de uma pessoa da cidade pra me orientar...!
Em geral a pessoa respondia... a droite, a gauche, com gestos e eu ia em frente... não sei se ja tinha andado tanto quanto naquele dia - dali até o Louvre!
Era dezembro ...estávamos a onze deliciosos graus
e chegando lá finalmente, alem de exausta de caminhar e olhar as coisas - das vitrines e das livrarias...tudo que queria era um daqueles croassants ( que são  feitos não sei de que farinha maravilhosa), e um chocolate lá no café do Museu... de preferencia - sentada, se não fosse muito caro...
Já tinha entendido que - um preço era pago, por fazer seu lanche ou tomar apenas um cafezinho, em pé;ficava o dobro se quizesse se sentar...por causa do serviço de atendimento ....!Como somos generosos no Brasil- nos sentamos para conversar com um amigo , num café por duas horas e -( imagina se fossemos convidados a pagar mais por isso?) ninguem nos deixa desconfortáveis...Imagine, que recentemente, me sentei em um café em Curitiba, pude usar a tomada para recarregar o notebook, me espalhar na mesa do café para escrever uma pequena crônica e ainda saborear um delicado e distinto serviço, alem de café e torta de qualidade e preço pagável...Sem contar a agradável conversa sobre politica, e tudo o mais, de pessoas que pelo jeito são habitués do lugar...Mas o mesmo procedimento se viu em Florença, na Italia...
Bem, mas voltando ao chocolate... nada de especial...apenas quente...o que já dava um conforto...!
Sai dali- e fui dar uma volta ; comprar uns cartões e pequenas lembranças afinal, estava no museu mais importante do mundo...( ou dos tres mais!?) e voltar - queria voltar a entrada para decidir uma das salas onde ir...todo mundo vai lá ver ....a Mona Lisa, do Da Vinci... claro; e eu tambem  pensei em fazer isso...
E até teria feito se não entrasse num corredor que me levou para os porões do Louvre, onde estavam sendo  feitas escavações arqueológicas...sem saída!
Pânico? Sim... e agora?! Como alguem ia saber que eu estava ali...perdida sózinha? Praga de madrinha! Meu Deus...ia dormir lá , ia morrer de medo , de frio , de fome...! Nem sei quanto tempo fiquei em total paralisação até que...
..sim ...apareceu um "armário"- moreno, alto - daqueles de filme e me perguntou em fances que que eu estava fazendo ali...? 
Eu disse -" messier , pardom moá, I Losed my self here, I want to exit of here, could you please help me?" E ele - ria claro... pois minha cara devia ser patética... na volta para a entrada do museu foi que vi que até  para me perder andei um monte!Caminhando comigo o segurança do museu depois que agradeci, recomendou...cuidado...!Se ainda fui ver a ...Mona Lisa?Imagina! Sai de lá tremendo de susto cai direto na estação do metrô , pedi orientação para ir par a estação de Place D'Italie, e dei Graças a Deus quando enfim vi o hotel da janela do metrô (que ao se aproximar do bairro  andava a ceu aberto...)prá meu consolo! 
Ainda teria que caminhar mais tres quarteirões, só que daí, eu já sabia onde ia dar...
E Da Vinci que perdoasse , eu voltaria lá outro dia...afinal quem está lá expondo há quinhentos anos...  fazendo sucesso, não vai sair de um dia pro outro, de cartaz...!

domingo, 22 de abril de 2012

ABRAÇO AMIGO- UM POR DE SOL EM PORTO ALEGRE









NÃO SEI O QUE DIZER SOBRE UM ABRAÇO AMIGO...
Acho que nem se diz mesmo nada...
o coração fica feliz - bate normal , com saude de quem vive aquele encontro 
com a força Divina de viver...


Não mais que se queira , um amigo é mesmo uma preciosa marca no semblante do outro
quando se percebe - é por um amigo que nos preocupa que- com certeza nossa testa se enruga; o vinco da lateral da boca tambem!
Num espaço de muita coisa por fazer sempre, passamos um tempo tão ocupados - 
me encontrava estudando em uma universidade e na verdade não era outra coisa senão trabalho; e muito compromisso envolvido, em que parecia nada mais haver a fazer senão buscar mesmo responder a oportunidade rara de ocupar um lugar num espaço de elite, com responsabilidade , com dedicação, tentar contribuir como fosse possível, lendo, estudando...
concentrando-se mais do que nunca no que devia ser feito...Amigos queridos que vinham em busca de um abraço, de um chimarrão, vinham sempre ...na hora errada. Era impossível parar pra se dar um tempo- distrair-se podia ser fatal....Mas havia ainda o outro lado dessa história que dizia respeito a falta que esses abraços fizeram durante os anos de dedicação ao referido - projeto de estudo!
Como um pequeno arbusto verde que murcha por ser esquecido no jardim, em que ninguem passa mais , nem rega, nem se pode dizer que exista  lá ainda- pois nem visto é;  mas que ao menor olhar de um amigo que ali joga uma aguinha,revive, se revigora instantaneamente - suas propriedades químicas se redirecionam para a vida -ah!- exuberância, e porque não dizer - para a alegria de viver...!
Parecem inconciliáveis  o lazer e as responsabilidades... os compromissos...e o fazer coisa nenhuma!
Mas juro que não compreendo como a maioria das pessoas consegue viver muito tempo às vezes, deixando de lado tudo de que mais gosta por compromissos outros na vida!...Como o fazem até já sei . No entanto de onde  tiram energia para seguir em equilíbrio, sem se dar um momento que seja de carinho, de paz entre os amigos, de puro e simples conviver ?
Respirar fundo , mirar o horizonte, cumprir um ritual de olhar no Guaíba- o por-do-sol, pode ser tão estranho que as pessoas marchem serenamente para lá e sentem-se no chão, na grama- uns ao lado dos outros com seus amigos em que a única embriagues venha da espetacular pintura viva em movimento de cores incompreensíveis, inesperadas cuja abençoada existencia - derrama, em todo mundo ao mesmo tempo e em todos os lugares, sua luz renovadora, contagiante!Imã que atrai de todos os cantos , gente de todos os tamanhos, animais - num incrível momento de comunhão compartilhada... Um momento de imenso abraço - de um abraço amigo- num por-de-sol no Gazômetro ...



sábado, 21 de abril de 2012

Simone Weil, Maria Carpi na Revista IHU on line





"Simone Weil , palavra viva! " é titulo da publicação de 2003 , em que  grande parte é dedicada a filosófa
e ali - o que primeiro nos atraiu , foi o texto de Maria Carpi, poeta e pensadora gaucha, apaixonada pela obra de Simone.
Com uma produção literária que merece que nos detenhamos sempre- pela singularidade de suas extensas preocupações e reflexões, o que tentaremos fazer mais adiante - pois ha necessidade de olharmos mais  para a produção artística, filosófica, literária- das mulheres em nossas sociedades, o texto dessa poeta tem por título-"Simone e a dor dos outros", fazendo uma chamada a nossa indiferença do dia a dia...  


Como se vê- a revista de que se trata , está a espera de nosso estudo desde 2003! Sempre que passamos os olhos por ela é em meio a outros tantos interesses que nos desviam de um olhar mais cuidadoso e proveitoso para quem gosta do Pensar mais que nada...
Revista editada pelo Instituto Humanitas da UNISINOS, de São Leopoldo, no Rio Grande do sul, veio
alertar sobre um engano que residia no fato de não encontrar praticamente nada sobre Simone Weil e seu pensamento. Alem de Maria Carpi, outros pensadores sensibilizados com a obra dela- tais como:
- Maria Clara Bingemer jornalista e  doutora em teologia , da Universidade da Puc do Rio de Janeiro - apresenta seu artigo :
"-Um pensamento extremamente humano , uma coerencia irretocável.";  e ainda -"Livro resgata vida, obra e luta pelos pobres (- sobre a obra de Giulia Paola di Nicola e Attilio Danese- "Abismos e ápices: Percursos espirituais e místicos em Simone Weil.);
-Fernando Rey Puente, filosofo e psicologo doutor em Filosofia, escreve "Exemplo coerente de lucidez política e penetração filosófica";
-Emilia Maria Mendonça de Morais -filósofa por Pernambuco, mestre e doutora em Filosofia-"Se filosofar
é interrogar, Simone Weil soube fazê-lo com extraordinária argúcia".


 Uma citação convem acrescentar ainda agora que é de  um dos autores do Dicionário de Ètica e de Filosofia Moral  editado pela UNISINOS -André Comte-Sponville - para quem junto a Ludvig Wittgenstein - Simone estaria entre  os maiores pensadores  do seculo XX. 


Andando na direção de seu pensamento filosófico, todo momento descobrimos mais adeptos e estudiosos que a vem cercando de atenção e isso nos motiva profundamente.                          

Ambiente de trabalho- a construção do espaço

O ambiente de trabalho


O ambiente de trabalho é um  processo de trabalho em que nos ocupamos...A duras penas se descobre a necessidade de se ter liberdade num espaço determinado para TRABALHAR.
 Na invensão de sua arte, voce sente ainda mais a importancia de ter um lugar ; é o resultado do trabalho e nele nos sentimos convidados a fazer nosso melhor...às vezes - preocupamos as pessoas com o tempo enorme que gastamos tentando organizar cada momento; nada do que ficou ontem -pode ser alterado para um estado  diferente do esperado mesmo que  alguem que não está envolvido com esse fazer- considere-o ligeiramente  como desarrumado !!
O espaço, na verdade, deverá ficar a espera do próximo momento e mexer nas coisas poderá atrapalhar tudo... obrigando a recomeçar penosamente um árduo movimento que já estava superado...
para que se atinja o objetivo  final, será preciso ter esse espaço especialmente dedicado a isso, sem que nada mais aconteça ali...até que tudo se conclua. Um atelie é sim um lugar de sonho de onde brota tudo num  estado solitário  mas  de muito trabalho.


                 




              Porta do atelier -papietada em papel de seda- pintura em acrílica-2007-NH          




             janela papietada - boganvilles em papel de seda - pintura em acrílica- 


                                                                                   (     atelier dos sonhos!   )





sexta-feira, 20 de abril de 2012

desenhando - fragamento no. 2








               Desenho de Modelo Vivo na Casa de Cultura                                               Mario Quintana- 2010-Fátima m. Abrão,  Porto Alegre, RS.


Num jeito tão sem nada
e ao mesmo tempo 
com aquela pulseira ali
enfeitando-a para seus admiradores
fazendo ver que não estava
tão nua assim afinal, estando de pulseiras...
Sabe? Cada modelo tinha sua marca,
sua característica tornando aquilo tudo ali
pra  mim um mistério incrível...
como seria na história toda da arte
desde sempre -essa cumplicidade de desenhista
e modelo ali ao vivo, entregue, totalmente
e ao mesmo tempo tão ausente... 
pensando sei lá em que !...As vezes tão lindos mesmo sem nada de mais; as vezes tão simples... outros momentos tão difíceis de traduzir... em traços, manchas e cores...


pequenos fragmentos de figura humana!

Desenhando a Figura Humana

             

  Desenho de modelo vivo- na Casa de Cultura Mario Quintana, Projeto patrocinado pelo BANRISUL, desenvolvido ao longo do ano , uma vez por semana, com modelos profissionais de ambos os sexos.Projeto frequentado por artistas consagrados de várias gerações,e jovens estudantes do instituto de artes, por exemplo .

Estudo realizado a carvão e pastel oleoso, em 2010, Fatima Mohamed Abrao.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Regresso




































         Minha casa no morro - desenho do imaginário a grafite
            acompanha o texto a seguir datado de 30 de outubro
                  de 1987, em Hamburgo Velho.


Então vi lá... no lato , bem claro ... o morro.
Um morro pelo lado de lá da estrada...
Pelo meio , muito recheado de casa.
com muita gente morando e vivendo a vida do seu jeito de viver, como pode. 
È um trechinho curto , não dá nem dois metros de intervalo das construções, aqui quando atravesso  a rua e venho vindo para o trabalho . 
Não sei porque tenho uma paixão grande por aquele morro.Quando tem sol e o ceu está limpo, ele fica mais próximo, ve-se bem as suas arvores.
As vezes imagino que estou indo no fim da tarde, por um atalho, para casa e que minha casa fica lá encima .Que espécie de felicidade isso me dá eu não sei ... só sei que estou enamorada daquele morro .Que se eu pudesse faria alguma coisa para poder morar lá.
                  Penso que poderia ser muito doce ter uma cabana de tronco de arvore daquelas bem fortes que o vento não leva...Um fogão de lenha de tijolos a vista, ou quem sabe de pedras...com janelas de esquadria de madeira com vidros pequenos, em quadrado, retângulos ou mesmo losângulos, com vista ampla, e onde de manhã batesse o sol; do lado de fora- tem que ter pencas de gerâneos , caindo , coloridos, lindos...
Uma cadeira de vime, daquelas bem simples, gostosas , com almofada bordada, só não sei de um , dois ou tres lugares?
Talves seja mais confotável ter-se cadeiras individuais... Do lado
de dentro vazinhos bem lindos de violetas...Junto da cozinha, uma pequena dispensa onde colocar os mantimentos...Não sei como poderia ser feito - o caixão de lenha para não ficarem os bichinhos caminhando por todo o lugar...Ah! Acho que teria que ter pelo menos uma vaca de leite...E uma galinha poedeira... e um carneirinho pastando pelo quintal...E um cãozinho amigo, bem peludo; acho até que poderiam ser de par os animais - para que eles não sentissem solidão...
Uma sala bem grande, assim em que coubessem vários ambientes -um canto com lareira com um tapete de carneiro bem quentinho pro inverno. Um canto prá se ler e escrever... uma pequena roda de mármore prá se dançar, uma pequena mesa prá se jantar; um aparelho de som,  prá se colocar  ali tudo de mais lindo que o talento humano  pode produzir para se ouvir, quieto, com amigos, ou só em familia...Bons conhaques, bos licores, uma cadeira de lona daquelas chamadas de "preguiça"...Um ou mais de um pufes de se colocar os pés e deixar circular melhor o sangue...enquanto se ouve as músicas ou simplesmente o coração batendo, ou o silencio da noite...em algum lugar deve caber uma rede bem boa que de prá deitar mais de um...e dormir ou fazer amor...
As luzes devem ser indiretas suaves... aconchegantes...e nas paredes pode-se ter quadros de exercícios de beleza dos amigos...
tem que ter um mapa bem  lindo do nosso planeta, bem desenhado que dê prá se localizar tudo que exite de lugar...Ah! Lá fora, do alto deve ser maravilhoso poder a noite se olhar as estrelas com um bom telescópio... e sonhar...para qual dos lugares ir quando o corpo cumprir a sua exposição  por aqui, e o espírito puder novamente voar...Quem será que se vai encontrar?
Nos quartos deverá caber um bom colchão que poderá ser feito num elevado do chão...não precisa cama... deverá ser grande...suficiente...o tanto que de prá se amar a vontade, deverá ter almofadas de cetim  gostosas ,de cores boas pra se encostar...uns dois ou tres cabides daqueles de pés, onde se colocar as roupas que se usou uma vez...e que talvez se torne a usar...ali em um canto - uma cadeira de balanço...um bom espelho para se ver, se identificar...
Esse morro me provoca coisas que se ve nos filmes que se lê nos livros; ele me dá a senssação de já ter tido isso um dia ou de poder vir a ter...E mesmo que eu acabe não precisando de fato dessa concretização - gosto desse morro e vê-lo me dá uma senssação de peito cheio de oxigênio, de vida cheia de beleza, de silencio , de calma, de vida passando sem ser sentida...
Fatima Mohamed Abrão, Hamburgo Velho,
30 de outubro de 1987.










                                                      

mostra de artistas- parte 3

VI-
Em oposição a esse Outro
supostamente apreendido
pela nossa consciencia-

Levinas , trata o rosto
como correspondendo
a exterioridade do OUTRO-
O ROSTO como o traço do outro.
Para Ponty, percebemos com o corpo todo...
Pra Paviani, há uma racionalidade estética...


Pensei o traço, esboçando um pretencioso retrato do  

A R T I S T A  deste tempo- como um esqueleto,
 
E a cor  como a carne ...!

A ENCARNAÇÃO COLORIDA DO ARTISTA CONTEMPORÂNEO.

E esse rosto  - de" sí mesmo", como um outro?


Como deixar de ouvir Michel Foucault  sonhar:..

."... com o intelectual destruidor 
das evidencias e das universalidades,
que localiza e indica 
nas inércias e coações do presente
os pontos fracos, as brechas, as linhas de força;

...que sem cessar se desloca, não sabe exatamente
onde estará ou
o que pensará amanhã, por estar muito atento ao presente;
que contribui no lugar onde está, de passagem, a colocar a questão da revolução-

se ela vale a pena e qual..."


E completa:- "...Que fique claro que os únicos que podem responder são os que aceitaram arriscar a vida para fazê-la"


Novo Hamburgo 21/11/2000. 
Fatima Mohamed Abrao.


mostra de artistas- parte 2

IV


Eis aí , o contexto de igualdade-
a linguagem como presença do rosto-
não convida a cumplicidade com o "ser preferido" ao "eu"-"tu" - que se basta e se esquece do universo;


Recusa-se , na sua franqueza
à clandestinidade do amor onde
perde sua franqueza
e o seu senso se transmuda 
em riso ou arrulho;


Então , tudo o que se passa aqui entre nós, 
diz respeito a toda gente.


O existir do ser 
efetua-se 
na inadiável urgência
com que ele 
exige uma resposta.


V-
Por isto, a relação com o outro
não põe apenas em questão
a minha LIBERDADE.
Mas por chamar a responsabilidade ,
me despojo da posse que me encerra
e anuncio um mundo objetivo comum.


Na súplica que o amante dirige a sua amada:
"-Tu- ama-me",     - o faz porque a violencia 
macula todas as relações de interação...
e  uma vez ocorrida a ruptura - a "morte" do OUTRO, se chega a extrema redução
da voz da consciencia - ao veredito de um tribunal.//






Alguns dos artistas que fizeram parte das Mostras de retratos...:


Arquiteta e artista plástica Maristela Schmidt retratada ao vivo
Ivoti- RS- 2000- por Fatima M. Abrão, acrílica sobre cartaz.

Tomas Josué Silva, retrato com base em foto de jornal (j.NH)2000,
 por Fatima M. Abrão, em acrílica sobre cartaz